A mulher do mar e os olhos de sol
Tornei-me Domaris e por muitas águas naveguei.
Já chorei, gritei, morri e renasci, nem conto às vezes.
Tantas águas, lágrimas e muitas marés tempestivas.
Sobrevivi com o coração lavado nas águas da mãe dor,
lá que encontrei olhos de faróis para me guiar,
a visão mais linda que pude perceber: um sol a me fitar.
Sorri, chorei e admiti como é difícil reconhecer um paraíso.
Dá vontade de gritar, pensei que não merecesse o sorriso,
mesmo assim, sóis me fizeram ganhar intensos dias claros.
Parece loucura, mas minha vida obscura passou a brilhar,
quando vi as primeiras estrelas despontarem ante o abismo,
penei por noites escuras, antes de refletir o meu sorriso lunar.

Escrito por Cíntia Melo às 22h32
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