Em meu corpo carrego a tua coragem,
meu ventre te dei, gerei filhos teus.
Mas vejo a ressaca de mares abandonados,
num passado de recantos ainda velados.
Crio as duas estrelas de naturezas distintas:
sereia lunar e o cavaleiro dos quatro ventos.
Sorrisos e olhos, o que mais posso esperar?
És a única que sabes dos dias que hão por vir...
Das estrelas que cultivo em minhas mãos,
das flores e dos versos que um dia te devolverei.